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História de Gramática Concani

  • Mariano Saldanha
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“… desde tempo remoto passa por verdade demonstrada ogrande absurdo de que a lingua desta terra (Goa), a lingua de meio milhão de homens, nem tem gramática nem é susceptível de ser escrita; julgamos que ao menos faremos algum serviço se dissiparmos tão perniciosa ilusão, mostrando que a lingua concani não só tem a sua gramática, como qualquer outra, mas que a mesma gramatica foiem tempo formulada em regras e até impressa.” J. H. da Cunha Rivara, Ensaio Histórico da Lingua Concani, 1857, pg. 1.

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page 715 note 1 Um professor de instrução primária (Pe. Apuleio da Cunha), depois de aposentado, dedicou-se ao ensino particular gratuito da lingua na Provineia de Perném, obtendo resultado animador. Mas a escola, que era móvel, morreu com eêle. Ultimamente foi introduzido o seu ensino na Escola Superior Colonial de Lisboa.

page 715 note 2 “… desejando (Fr. Cristovam de Jesus) instruir na lingua canarina aos seus companheiros para o fim de conduzirem ao gremio da Igreja a muitos barbaros, escreveo: Arte Grammatical da Lingoa Canarina …” Vergel das Plantas, de Fr. Jacinto de Deos, cap. i, pg. 10.

page 715 note 3 “It (konkani) also has a large literature mostly dating from the glorious times of the early Portuguese rule at Goa, and due to the surprising zeal and ability of the former Jesuits, and for these reasons must be of great interest to a philologist.” A. C. Burnell, Specimens of South Indian Dialects, n.° 1 (konkani).

page 716 note 1 “Não se têm dado ao prelo muitos destes livros visto carecermos de cabedais pela pobresa evangélica que profeçamos e os que se deram à estampa se deve à diligência dos autores que souberam dedicar os seus livros a pessoas Reais e Illustres, as quais mandaram imprimir com seu dispêndio.” Histor. dos Conv. e Coleg., etc., de S. Thomé da Província de S. Francisco em Goa, pg. 31; Ms. Biblit. Nal. E.G., n.° 177, pg. 31.

page 719 note 1 Eram Ralph Fitch, e mais três companheiros, que, tentando uma viagem terrestre para a India, foram presos pelos Portugueses em Ormús, e mandodos para. Goa.

page 719 note 2 Intitula-se: “Doutrina Christã Em Lingua Bramana Cauarim Ordenada a maneira de Dialogo pera ensinar os mininos. Cõposta polio Padre Thomas Estevaō da Companhia de Iesus, natural de Lōdres, 1622.” O de S. Francisco Xavier, que o precedeu, era em portugueês.

page 719 note 3 Editado pela 4a. vez por Joseph L. Saldanha com uma valiosa Introduçāo, Mangalore 1907. A obra tern imitado tāo bem o estilo e a linguagem dos puranas hindus, que um autor de literatura marata (Bhavê) supõe seja escrita por algum hindu sob a direcção de Estevam.

page 719 note 4 Vid. R. Bh. Joshi, Marāthi Bhāxechi Ghatnā, pg. 304 e seg.

page 719 note 5 Vid. o Purana, Introdução de Saldanha.

page 719 note 6 Os 60 mil prisioneiros de Mangalore, levados por Tipu Sultão para Seringapatan, confortavam-se, nas agruras do cativeiro, lendo em comum êste Purana; cit. Saldanha. Nas provincias do Norte é mais lido o Purana de Francisco Vaz Guimarães, transliterado pelos nativos em carateres maratas.

page 720 note 1 Dando o seu parecer para esta impressão, diz o P.page 715 note e Estevao da Cruz: “achei a lingua toda reduzida a regras e prçeitos de grammatica muito çertos, e bom e fácil estilo pera se poder aprender com facilidade … e os autores todos della de muito grande louvor.” Este P.e Cruz é o mesmo que compos em “linguagem bramana marastta” um poema intitulado “Discurso sôbre a vinda do Apóstolo S. Pedro” ao qual Rivara chama O Purana da Biblioteca (de Goa) por ignorar o nome do autor pela razão de estar truncado o respeotivo exemplar. Ele não era português, como supôs Barb. Machado, mas sim francês, como se lê no mesmo Discurso. Curioso é que, como se desconhecesse o Purana de T. Estêvão, diz que as matérias do om poema sam muitas delas pouco ou nunca tratadas neste estylo e linguagem e assim não poudemos ter a quern imitar.

page 720 note 2 Cit. Saldanha, pg. 37.

page 723 note 1 Embora o seu nome, como italiano, fôsse Arcamoni, na India assinava Arc(h)amone. Viveu mais de 20 anos un Salsete (Goa) e publicou em concani—1, Explieações dos Evangelhos Dominicais de todo o ano. Sagallea Varussache etc; e 2, um Comentário sôbre o Purgatório. Foi êle que em 1656 deu o visto em português assinando P.r Ignatio Archamone as Jardim dos Pastores, em Concani, do P.e Miguel d'Almeida. Janua Indica as estilo da época em que havia Janua Graeca, Janua Hebraica, etc.

page 726 note 1 Maffei era tão apreciador da lingua, que Ihe chamou “sweet voice” e na gramática escreve: “Konkani is a rich and beautiful language, although at present in an ignoble state, because it is far more perfect than many European languages; yet it is altogether uncultivated and appears to be the most imperfect.”

page 730 note 1 Burnell, op. cit.

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Bulletin of the School of Oriental and African Studies
  • ISSN: 0041-977X
  • EISSN: 1474-0699
  • URL: /core/journals/bulletin-of-the-school-of-oriental-and-african-studies
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