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“Literature,” Theory from the South and the Case of the São Paulo School

  • Stefan Helgesson
Abstract

With methodological support in Reinhart Koselleck’s notion of historical semantics, and an empirical focus on the Brazilian critic Antonio Candido (1918−2017), this article approaches “literature” as a layered concept that will always fail to function as that “plane of equivalence” that Aamir Mufti sees as an outcome of the Orientalist episteme. This failure is historical in the strongest sense; it derives from the condition that “history is never identical with its linguistic registration,” as Koselleck puts it. A concept will therefore, throughout its life span, always encompass a combination of persisting and new meanings. In this way, Candido and the São Paulo school of criticism that he was instrumental in forming can be read as a strong instance of “theory from the South” that exploits the malleability of the concept from within its historical situatedness and contributes thereby to the conceptual worlding of literature.

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1

I wish to express my deep gratitude to Maria Elisa Cevasco and Roberto Schwarz for their hospitality and intellectual generosity during my visit to São Paulo in 2015. Without their assistance, this article would not have been written. Any weaknesses and misconceptions in the article are of course my sole responsibility.

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2 Casanova, Pascale, The World Republic of Letters, trans. M. B. DeBevoise (Cambridge: Harvard University Press, 2004), 48 .

3 Mufti, Aamir, Forget English! Orientalisms and World Literatures (Cambridge: Harvard University Press, 2016), 58 .

4 Another example would be D’haen, Theo, The Routledge Concise History of World Literature (New York: Routledge, 2012).

5 And Herder, of course, has been given a significant re-reading in Noyes, John K., Herder: Aesthetics against Imperialism (Toronto: Toronto University Press, 2015).

6 Senghor, Léopold Sédar, Liberté 3: Négritude et civilisation de l’universel (Paris: Seuil, 1977).

7 Mufti, , Forget English!, 119 .

8 Mufti, , Forget English!, 248 .

9 Mufti, , Forget English!, 145 .

10 Koselleck, Reinhart, Futures Past: On the Semantics of Historical Time, trans. Keith Tribe (Cambridge: MIT Press, 1985), 164, 83 .

11 Koselleck, , Futures Past, 164 .

12 Cevasco, Maria Elisa, “The São Paulo Fraction: The Lineaments of a Cultural Formation,” Mediations 28.1 (2014): 75104 .

13 See my article on Ngugi for more on this notion: Helgesson, Stefan, “Ngugi wa Thiong’o and the Conceptual Worlding of Literature,” Anglia 135.1 (2017): 105121 .

14 Koselleck, , Futures Past, 84 .

15 Koselleck, , Futures Past, 84 .

16 Koselleck, , Futures Past, 84 .

17 Even so, a recurring feature of literary criticism in the global south is the rhetorical gesture of evacuating history from “literature,” of abstracting it, so as to make the word adaptable to other histories. In Candido’s case, we find it for example in a late essay, “O direito à literatura” (“The right to literature”), where he maximizes the definition of literature to include all modes of verbal art, both oral and written. Candido, Antonio, Vários escritos (Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2011), 171194 .

18 Jean, and Comaroff, John, Theory from the South: Or, How Euro-America Is Evolving Toward Africa (New York: Routledge, 2012).

19 Comaroff, and Comaroff, , Theory from the South, 47 .

20 de Fátima de Paula, Maria, “USP e UFRJ: a influência das concepções alemã e francesa em suas fundações,” Tempo Social 14.2 (2002): 147161 .

21 “caso fosse possível possível estabelecer uma lei geral de nossa evolução mental, ela tomaria forma de uma dialética de localismo e cosmopolitismo”: Arantes, Paulo Eduardo, O sentimento da dialética na experiência intelectual brasileira (São Paulo: Paz e terra, 1992), 9 .

22 Beck, Ulrich, The Cosmopolitan Vision, trans. Ciaran Cronin (Cambridge: Polity, 2006).

23 de Holanda, Sérgio Buarque, Roots of Brazil, trans. G. Harvey Summ (Notre Dame, IN: University of Notre Dame Press, 2012), 1 . “Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas ideias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra”: de Holanda, Sérgio Buarque, Raízes do Brasil (São Paulo: Companhia das letras, 2014 [1936]), 35 .

24 Candido, Antonio, Formação da literatura brasileira: momentos decisivos, 13th ed. (Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2012 [1959]), 27 .

25 Cevasco, , “The São Paulo Fraction,” 77 .

26 Candido, , Formação da literatura brasileira, 590 .

27 And Chateaubriand himself drew inspiration from, among other thing, early French travel writing on the Americas, such as Jean-Baptiste Du Tertre’s L’Histoire générale des Antilles habitées par les François (1667–1671).

28 Candido, , Formação da literatura brasileira, 589 .

29 This could be compared to the role of Thomas Pringle’s poetry written during and after his sojourn in the Cape Colony. Pringle was earlier by several decades, however, and a driving force in Scottish abolitionism.

30 Candido, , Formação da literatura brasileira, 590 .

31 “Assim, os protagonistas de romances e poemas, quando escravos, são ordinariamente mulatos a fim de que o autor possa dar-lhes traços brancos e, deste modo encaixá-los no padrões da sensibilidade branca.” Candido, Formação da literatura brasileira, 590.

32 Candido, , Formação da literatura brasileira, 585 .

33 de Castro Alves, Antonio, “O navio negreiro—tragédia no mar,” in Obra completa (Rio de Janeiro: José de Aguilar, 1960), 280 .

34 de Castro Alves, Antonio, “Tragedy at Sea: The Slave Ship,” in The Major Abolitionist Poems, ed. and trans. Amy A. Peterson (New York: Garland, 1990), 1517 . It should be noted that this is a domesticating translation that smoothens the syntax and disambiguates Alves’s elusive imagery.

35 Anderson, Benedict, Imagined Communities: Reflection on the Origins of Nationalism (London: Verso, 1983).

36 Candido, , Formação da literatura brasileira, 11 .

37 Comaroff, and Comaroff, , Theory from the South, 1112 . See also Chakrabarty’s, Dipesh Provincializing Europe: Postcolonial Thought and Historical Difference (Princeton, NJ: Princeton University Press, 2000).

38 Candido, Antonio, “Literature and Underdevelopment,” in On Literature and Society, ed. and trans. Howard S. Becker (Princeton, NJ: Princeton University Press, 1995), 120 .

39 Candido, , “Literature and Underdevelopment,” 121122 . “Com efeito, ligam-se ao analfabetismo as manifestações de debilidade cultural: falta de meios de comunicação e difusão (editoras, bibliotecas, revistas, jornais); inexistência, dispersão e fraqueza dos públicos disponíveis para a literatura, devido ao pequeno número de leitores reais (muito menor que o número já reduzido de alfabetizados); impossibilidade de especialização dos escritores em suas tarefas literárias, geralmente realizadas como tarefas marginais ou mesmo amadorísticas; falta de resistência ou discriminação em face de influências e pressôes externas. O quadro dessa debilidade se completa por fatores de ordem econômica e política, como os níveis insuficientes de remuneração e a anarquia financeira dos governos, articulados com políticas educacionais ineptas ou criminosamente desinteressadas”: Candido, Antonio, “Literatura e subdesenvolvimento,” in Educação pela noite (Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2011), 172 .

40 Candido, , “Literature and Underdevelopment,” 123 ; Candido, , “Literatura e subdesenvolvimento,” 174 .

41 Candido, , “Literature and Underdevelopment,” 125 . “E não há interesse, para a expressão literária da América Latina, em passar da segregação aristocrática da era das oligarquias para a manipulação dirigida das massas, na era da propaganda e do imperialismo total”: Candido, , “Literatura e subdesenvolvimento,” 176 .

42 Alves, Castro, “O livro e a América,” in Obra completa, 7678 .

43 Candido, , “Literature and Underdevelopment,” 128 . “Toda literatura apresenta aspectos de retardamento que são normais ao seu modo, podendo-se dizer que a média da produção num dado instante já é tributária do passado, enquanto av vanguardas preparam o futuro. Além disso, há uma subliteratura oficial, marginal e provinciana, geralmente expressa pelas Academias. Mas o que chama a atenção na América Latina é o fato de obras secundárias serem acolhidas pela melhor opinião crítica e durarem por mais de uma geração—quando umas e outras deveriam ter sido desde logo postas no devido lugar, como coisa sem valor ou manifestação de sobrevivência inócua”: Candido, , “Literatura e subdesenvolvimento,” 180181 .

44 I’m drawing here on the work of the Warwick Research Collective, Combined and Uneven Development: Towards a New Theory of World-Literature (Liverpool, England: Liverpool University Press, 2015).

45 Schwarz, , Sequências brasileiras (São Paulo: Companhia das letras, 1999), 6063 .

1 I wish to express my deep gratitude to Maria Elisa Cevasco and Roberto Schwarz for their hospitality and intellectual generosity during my visit to São Paulo in 2015. Without their assistance, this article would not have been written. Any weaknesses and misconceptions in the article are of course my sole responsibility.

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Cambridge Journal of Postcolonial Literary Inquiry
  • ISSN: 2052-2614
  • EISSN: 2052-2622
  • URL: /core/journals/cambridge-journal-of-postcolonial-literary-inquiry
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