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Doctors in a Slaveholding City: Professionalization and Complicity with Slaveowner Domination in São Luís do Maranhão, Brazil (Nineteenth Century)

Published online by Cambridge University Press:  15 June 2026

Maria Helena P. T. Machado
Affiliation:
Universidade de São Paulo, São Paulo, Brazil
Antonio Alexandre Isidio Cardoso*
Affiliation:
Universidade Federal do Maranhão, Maranhão, Brazil
*
Corresponding author: Antonio Alexandre Isidio Cardoso; Email: alexandricardoso@gmail.com
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Abstract

This article examines the role of physicians in reinforcing structures of violence in the slaveholding society of nineteenth-century São Luís, Maranhão. Focusing on two cases, it shows how medical professionals collaborated with elite slaveholders, particularly Ana Rosa Viana Ribeiro and Carlos Fernando Ribeiro, in concealing the abuse, torture, and deaths of enslaved individuals. The study analyzes both the denial of medical care to the enslaved woman Carolina by Dr. Paulo Saulnier de Pierrelevée and the fabrication of forensic evidence by Dr. Antonio dos Santos Jacintho to cover up the murder of the enslaved boy Inocêncio. In Brazil, where medical institutions developed within the broader framework of slavery, such complicity was neither exceptional nor incidental. Rather than merely exposing tensions between scientific authority and the brutality of slavery, these cases reveal how medical legitimacy was used to justify violence and reinforce the impunity of the slaveholding class. Drawing on newspapers, police reports, court records, and forensic documents, the article demonstrates the complicity of medical discourse in sustaining enslavement and legitimizing its power.

Resumo

Resumo

Este artigo examina o papel desempenhado por médicos no reforço das estruturas de violência na sociedade escravista de São Luís, Maranhão, ao longo do século XIX. A partir da análise de dois casos, demonstra-se como profissionais da medicina atuaram em colaboração com elites escravistas, representadas no artigo por Ana Rosa Viana Ribeiro e Carlos Fernando Ribeiro, contribuindo para ocultar abusos, práticas de tortura e mortes de pessoas escravizadas. O estudo analisa, de um lado, a negativa de atendimento médico à mulher escravizada Carolina por parte do médico Paulo Saulnier de Pierrelevée e, de outro, a fabricação de provas periciais pelo médico Antonio dos Santos Jacintho com o objetivo de encobrir o assassinato do menino escravizado Inocêncio. No Brasil, onde as instituições médicas se constituíram no interior de uma ordem social marcada pela escravidão, tal conivência não foi excepcional nem episódica. Mais do que revelar tensões entre a autoridade científica e a brutalidade do regime escravista, esses casos evidenciam como a legitimidade médica foi mobilizada para justificar a violência e sustentar a impunidade da classe senhorial. Com base em jornais, registros policiais, processos judiciais e documentos periciais, o artigo demonstra a cumplicidade do discurso médico na manutenção da escravidão e na legitimação de seu poder.

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© The Author(s), 2026. Published by Cambridge University Press on behalf of Latin American Studies Association
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Table 1. Doctors and surgeons recorded in the parish of Nossa Senhora da Vitória, São Luís, 1855Table 1 long description.