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Mis/trust and political competition in post-devolution Gusiiland, south-west Kenya: an ethnography of electoral patronage

Published online by Cambridge University Press:  04 December 2024

Teodor Zidaru*
Affiliation:
London School of Economics, London, UK
Rights & Permissions [Opens in a new window]

Abstract

In Kenya, the transition to a devolved system of governance in 2013 buoyed hopes for meaningful democratization. County governments were expected to lower the stakes of electoral competition, distribute national resources more equitably, enable citizens to hold their local leaders to account, and thus promote impersonal forms of political trust in state institutions and bureaucratic procedures. Yet personalistic trust based on shared kinship and ethnic identities continues to characterize citizen–state relations. This article explores how and why. It does so based on ethnographic fieldwork in post-devolution Gusiiland, an ethnically homogeneous and politically fragmented context where clan and sub-clan kinship identities remain central to local electoral mobilization. Here, competing for office means negotiating alliances that bridge polities divided by a history of uneven development, partisan patronage, and intersecting clannist, classist and patriarchal prejudices. Candidates negotiate such alliances by partnering with local ‘agents’ or intermediaries, who broker votes and patronage in their families and family networks. Zooming in on candidate–agent cooperation, the article shows how its terms and outcomes are partly contingent on intermediaries’ gender, class and personal reputation, as well as rivalries among families and voters vying for brokerage positions. The brokerage of patronage systematically recreates the material conditions of possibility not just for transcending but also for lending fresh legitimacy to normative conceptions of trust as ‘natural’ among kin. Thus, the resilience of kinship-based trust can be explained in terms of the plasticity of patronage-based electoral mobilization and its potential to enact moral ideals of kinship in new, seemingly democratic ways.

Résumé

Résumé

Au Kenya, la transition vers un système de gouvernance décentralisé en 2013 a ravivé l’espoir d’une véritable démocratisation. Les gouvernements des comtés étaient censés réduire les enjeux de concurrence électorale, répartir les ressources nationales de manière plus équitable, permettre aux citoyens de placer les dirigeants locaux devant leurs responsabilités et ainsi promouvoir des formes impersonnelles de confiance politique dans les institutions publiques et les procédures bureaucratiques. Pourtant, la confiance personnaliste fondée sur une parenté et des identités ethniques communes continue de caractériser les relations entre les citoyens et l’État. Cet article explore le comment et le pourquoi. Pour ce faire, il s’appuie sur des travaux ethnographiques menés sur le terrain dans le Gusiiland post-décentralisation, un contexte ethniquement homogène et politiquement fragmenté dans lequel les identités de parenté claniques et sous-claniques restent centrales dans la mobilisation électorale locale. Rivaliser pour un poste y signifie négocier des alliances qui transcendent les régimes politiques divisés par une histoire de développement inégal, de favoritisme partisan et de préjugés claniques, classistes et patriarcaux entrecroisés. Les candidats négocient de telles alliances en s’associant à des « agents » ou intermédiaires locaux qui négocient les votes et les soutiens au sein de leurs familles et de leurs réseaux familiaux. En s’intéressant à la coopération candidat-agent, l’article montre comment ses conditions et ses résultats dépendent en partie du sexe, de la classe sociale et de la réputation personnelle des intermédiaires, ainsi que des rivalités entre les familles et les électeurs en lice pour les postes d’intermédiaire. Le courtage du patronage recrée systématiquement les conditions matérielles de possibilité de transcender, mais aussi de conférer une nouvelle légitimité aux conceptions normatives de la confiance comme étant « naturelle » entre parents. Ainsi, la résilience de la confiance fondée sur la parenté peut s’expliquer en termes de plasticité de la mobilisation électorale basée sur le patronage et sa capacité à mettre en scène des idéaux moraux de parenté de manière nouvelle en apparence démocratique.

Resumo

Resumo

No Quénia, a transição para um sistema de governação descentralizada em 2013 alimentou as esperanças de uma democratização significativa. Esperava-se que os governos distritais reduzissem os riscos da competição eleitoral, distribuíssem os recursos nacionais de forma mais equitativa, permitissem aos cidadãos responsabilizar os seus líderes locais e, assim, promovessem formas impessoais de confiança política nas instituições do Estado e nos procedimentos burocráticos. No entanto, a confiança personalista baseada na partilha de parentesco e de identidades étnicas continua a caraterizar as relações entre os cidadãos e o Estado. Este artigo explora como e porquê. Fá-lo com base num trabalho de campo etnográfico na Gusiilândia pós-devolução, um contexto etnicamente homogéneo e politicamente fragmentado onde as identidades de parentesco dos clãs e sub-clãs continuam a ser fundamentais para a mobilização eleitoral local. Aqui, competir por um cargo significa negociar alianças que unem políticas divididas por uma história de desenvolvimento desigual, clientelismo partidário e preconceitos clânicos, classistas e patriarcais que se cruzam. Os candidatos negoceiam essas alianças através de parcerias com ‘agentes’ ou intermediários locais, que fazem a intermediação dos votos e do patrocínio nas suas famílias e redes familiares. Ao analisar a cooperação candidato–agente, o artigo mostra como os seus termos e resultados dependem em parte do género, da classe e da reputação pessoal dos intermediários, bem como das rivalidades entre famílias e eleitores que disputam posições de intermediação. A intermediação do clientelismo recria sistematicamente as condições materiais de possibilidade não só para transcender, mas também para dar nova legitimidade a concepções normativas de confiança como ‘natural’ entre parentes. Assim, a resiliência da confiança baseada no parentesco pode ser explicada em termos da plasticidade da mobilização eleitoral baseada no clientelismo e do seu potencial para adotar ideais morais de parentesco de formas novas e aparentemente democráticas.

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Type
Competition and mis/trust
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© The Author(s), 2024. Published by Cambridge University Press on behalf of the International African Institute