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Distribuição de renda no Brasil entre 2002 e 2013: Redução das desigualdades entre classes?

Published online by Cambridge University Press:  28 March 2018

Andre Salata*
Affiliation:
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, BR
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Abstract

Desde o início do presente século, mudanças significativas ocorreram em relação à distribuição de renda na sociedade brasileira, que recentemente apresentou queda das desigualdades e crescimento das faixas intermediárias de rendimento. Com base nesta informação, junto ao crescimento econômico ocorrido no período, a interpretação mais conhecida a respeito dessas recentes mudanças no Brasil é aquela que afirmava estarmos diante do crescimento da classe média. O objetivo deste artigo é aprofundar essa discussão, através do prisma sociológico. Procuramos, por meio dos microdados das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios de 2002 a 2013, verificar a relação entre as recentes mudanças na distribuição de renda e a estrutura de classes no Brasil. Buscamos, assim, analisar se é possível encontrar modificações significativas no que se refere à desigualdade de rendimentos entre categorias sócio ocupacionais. Como resultado, apresentamos evidências de que, em vez de crescimento das camadas médias, seria mais correto falarmos em fortalecimento das classes assentadas no trabalho.

Since the beginning of this century, significant changes occurred in relation to the distribution of income in Brazilian society, which recently has seen reduced inequality and middle income growth. On the basis of this information, alongside economic growth, the best-known interpretation of those changes in Brazil was the one that affirmed that the Brazilian middle class was enlarging. The main objective of this article is to deepen this discussion. Through microdata from 2002 to 2013 of the National Household Sample Surveys, we look at the relationship between recent changes in income distribution and class structure in Brazil. We analyze whether it is possible to identify significant changes in income inequality across socio-occupational categories. As a result, we present evidence that, rather than growth of the middle class, it is more correct to speak of a more affluent working class.

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Type
Sociology
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Copyright
Copyright: © 2018 The Author(s)
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Tabela 1: Categorias sócio-ocupacionais segundo os seus ativos.

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Tabela 2: Participação das categorias sócio ocupacionais na população ocupada, Brasil, 2002–2013 (%).

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Gráfico 1 Média dos rendimentos mensais do trabalho principal, por categorias sócio-ocupacionais, Brasil, 2002–2013.Fonte: PNAD, 2002–2013 (IBGE).Nota: Preços constantes: rendimentos deflacionados pelo INPC para 28 de setembro de 2014.

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Gráfico 2 Média da variação anual dos rendimentos mensais do trabalho principal, por categorias sócio ocupacionais, Brasil, 2002–2013 (%).Fonte: PNAD, 2002–2013 (IBGE).Nota: Preços constantes: rendimentos deflacionados pelo INPC para 28 de setembro de 2014.

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Gráfico 3 Razões de médias de rendimentos por categorias sócio ocupacionais, Brasil, 2002–2013.Fonte: PNAD, 2002–2013 (IBGE).Nota: Preços constantes: rendimentos deflacionados pelo INPC para 28 de setembro de 2014. Categoria de base: trabalhadores rurais.

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Tabela 3: Descrição das variáveis inseridas nos modelos multivariados.

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Tabela 4: Regressão linear multivariada para rendimentos: Efeito das categorias sócio ocupacionais e coeficientes de determinação (R2), Brasil, 2002–2013.

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Gráfico 4 Regressão linear multivariada para rendimentos: [(Exp(b) – 1) × 100] das categorias sócio ocupacionais, Brasil, 2002–2013.Fonte: PNAD, 2002–2013 (IBGE).Nota: Logaritmo natural da renda mensal do trabalho dividida pela carga horária mensal (preços constantes, INPC). [Exp(b) – 1] × 100. Categoria de base: trabalhadores manuais não qualificados.

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Tabela A1: Categorias sócio-ocupacionais agregadas, segundo as categorias originais.

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Tabela A2: Categorias sócio-ocupacionais, segundo média dos anos de estudo, percentual que completou ao menos doze anos de estudo e ocupações típicas.

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Tabela A3: Média dos rendimentos mensais do trabalho principal, por categorias sócio-ocupacionais desagregadas, Brasil, 2002, 2008 e 2013.

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Gráfico A1 Evolução do salário mínimo, taxa de desocupação, e média de escolaridade, Brasil, 2002–2013.Fonte: PNAD, 2002–2013 (IBGE).Nota: Preços constantes (2014), INPC. Salário mínimo para pessoas com dez ou mais anos de idade. Taxa de desocupação para pessoas entre 25 e 60 anos de idade. Com exceção das áreas rurais da região norte.