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Conscripting communalism: surveillance and resistance in contemporary Mauritius

Published online by Cambridge University Press:  11 October 2023

Jess Auerbach*
Affiliation:
Graduate School of Business, University of Cape Town, South Africa
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Abstract

In this article I explore changing state–citizen relationships in Mauritius. To do so, I outline and provide analysis of the system through which this Indian Ocean island has historically managed its diversity – a process that I call conscripting communalism. Conscripting communalism was formulated at independence in a context of behavioural predictions for the future that the internet era has challenged in powerful ways. To illustrate my argument, I explore three specific moments when ethnic and religious discourses were surpassed by collective concern within a rapidly authoritarianizing state: first, the sinking of the Wakashio oil tanker off the coast of Mauritius in 2020, which resulted in national solidarity towards the environment rather than communal violence; second, proposed legislation put forward by the Mauritian Information and Communication Technology Authority (ICTA) in 2021, which attempted to enable state surveillance of social media and which was soundly resisted by both domestic and external parties. And finally, I explore 2022 accusations that the Mauritian government authorized the installation of digital interception technology by representatives of the Indian state on one of the country’s fibre optic cables. The article argues that Mauritius represents an important site of analysis of the tensions between competing global visions of human rights, political autonomy, surveillance, solidarity and expectations for the future and the role of the internet in shaping these competing visions. I explore how new technologies have become the tools of both repression and resistance. The implications ripple far beyond the island.

Résumé

Résumé

Dans cet article, l’auteur explore l’évolution des rapports État-citoyen à Maurice. Pour cela, il décrit et analyse le système à travers lequel cette île de l’océan Indien a historiquement géré sa diversité ; un processus que l’auteur appelle le communalisme conscrivant. Le communalisme conscrivant fut formulé à l’indépendance dans un contexte de prédictions comportementales pour l’avenir, que l’ère d’Internet a remises en cause de manière puissante. Pour illustrer son argument, l’auteur explore trois moments spécifiques où l’inquiétude collective a dépassé les discours ethniques et religieux dans un État en voie rapide d’autoritarisme : en premier lieu, le naufrage du pétrolier Wakashio au large des côtes mauriciennes en 2020, qui a conduit à une solidarité nationale pour l’environnement plutôt qu’à une violence communale ; ensuite, la proposition de loi déposée par l’autorité mauricienne de réglementation des TIC (Information and Communication Technology Authority) en 2021, qui tentait d’autoriser la surveillance des réseaux sociaux et a rencontré une forte opposition dans le pays comme à l’étranger. Et enfin, l’auteur explore les accusations portées contre le gouvernement mauricien en 2022 pour avoir autorisé l’installation d’une technologie d’interception numérique par des représentants de l’État indien sur l’un des câbles à fibre optique du pays. L’article soutient que Maurice représente un terrain d’analyse important des tensions entre visions globales concurrentes des droits humains, de l’autonomie politique, de la surveillance, de la solidarité et des attentes pour l’avenir, ainsi que le rôle de l’Internet dans le façonnage de ces visions concurrentes. L’auteur examine la manière dont les nouvelles technologies sont devenues les outils à la fois de la répression et de la résistance. Les implications se font sentir bien au-delà de l’île.

Resumo

Resumo

Neste artigo, exploro a evolução das relações entre o Estado e os cidadãos na Maurícia. Para o fazer, descrevo e analiso o sistema através do qual esta ilha do Oceano Índico tem historicamente gerido a sua diversidade – um processo a que chamo comunalismo de recrutamento. O comunalismo de recrutamento foi formulado aquando da independência, num contexto de previsões comportamentais para o futuro que a era da Internet veio pôr em causa de forma poderosa. Para ilustrar o meu argumento, exploro três momentos específicos em que os discursos étnicos e religiosos foram ultrapassados pela preocupação colectiva num Estado que rapidamente se torna cada vez mais autoritário: em primeiro lugar, o naufrágio do petroleiro Wakashio ao largo da costa da Maurícia em 2020, que resultou em solidariedade nacional para com o ambiente em vez de violência comunal; em segundo lugar, a proposta de legislação apresentada pela Autoridade Maurícia para as Tecnologias da Informação e da Comunicação em 2021, que tentava permitir a vigilância estatal das redes sociais e que foi solidamente combatida tanto por entidades internas como externas. E, finalmente, exploro acusações em 2022 de que o governo das Maurícias autorizou a instalação de tecnologia de interceção digital por representantes do Estado indiano num dos cabos de fibra ótica do país. O artigo argumenta que a Maurícia representa um importante local de análise de tensões entre visões globais concorrentes de direitos humanos, da autonomia política, da vigilância, da solidariedade e das expectativas para o futuro, bem como do papel da Internet na formação destas visões concorrentes. Exploro a forma como as novas tecnologias se tornaram instrumentos de repressão e de resistência. As implicações repercutem-se muito para além da ilha.

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Type
Resisting surveillance in Mauritius
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© The Author(s), 2023. Published by Cambridge University Press on behalf of the International African Institute